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Histórias de pessoas para pessoas
sábado, 18 de maio de 2013

O Ser que Veio do Além - Parte 5

sábado, maio 18, 2013


Permaneci no parque do Cemitério do Espinheiro, na linda cidade de Évora durante mais algum tempo. Alguma coisa me dizia que se ali tinha ficado infeliz, ali teria de encontrar a minha felicidade, mas como isso ia acontecer, eu não consigo explicar.

Reparei na linda noite de luar que estava naquele final de Março de 2013. Talvez fosse o número do ano que estava a ditar a minha sorte… 2013, um ano que ficaria marcado para sempre na minha vida. Por vezes, pensamos que quando nos acontecem coisas boas por norma é só uma, mas quando nos acontecem coisas na vida que são ruins, porque «raio» terão que ser seguidas. Parece que uma má notícia tem obrigatoriamente de puxar outra a seguir.

Naqueles pensamentos permaneci em silêncio absoluto, tentando esquecer as mensagens de Liliana. A paz que o local me transmitia, era talvez própria de um cemitério. Na verdade, olhei o céu procurando uma resposta para o meu sofrimento. Era normal eu fazer isto sempre que procurava Jesus. Pedia ao senhor que me auxiliasse nas minhas dificuldades e ele sempre me tinha auxiliado. Mas desta vez ,eu desejei com uma força superior, que jesus me desse algum sinal da sua presença. Olhei para o céu e vi uma luz  branca fora do normal que deslizava no céu . Que seria aquilo? Avião não poderia ser. Mas já tinha visto no youtube, vídeos sobre extraterrestres e normalmente nunca havia provas da existência destes seres. Havia sempre alguma coisa a desmentir as aparições.



Desta vez a tal luz deslizou no céu a uma velocidade constante e de repente desapareceu. Devo estar mesmo mal _ pensei eu. Mas de repente essa luz apareceu mesmo à minha frente, tão intensa que quase me cegava. Duma espécie de nave saiu um ser iluminado de branco que se manteve no ar. Com medo saí do carro. Esse ser tinha um aspecto de um homem com uma vestimenta branca, parecida ao super homem com um manto branco nas costas e todo iluminado à sua volta. Mas o aspecto era de um ser humano.
A nave que o transportava era redonda cheia de luzinhas de todas as cores e não produzia qualquer ruído. Este ser, fez desaparecer como por magia a sua nave, ficando ele suspenso no ar. Perguntei a medo:
_ Quem és?! És jesus?
O ser que veio não sei donde, falou num português mais correcto que eu jamais ouvira:
_ Ninguém poderá alguma vez substituir Jesus_ disse ele.
_ Falas bem português. Quem és afinal?
_ Sou aquilo que tu queres saber. O português e todas as línguas do planeta Terra são para mim algo  familiar. Falo melhor todas as línguas que o Papa Francisco.
_ Não te importas de descer à terra? É que já me dói o pescoço de olhar para cima. Fico admirado como neste planeta existem seres tão inteligentes e que se fazem passar por seres extraterrestres.
_ Quem te disse a ti que eu sou do vosso planeta? O meu planeta chama-se Universo, mas estou a construir o planeta Luzze _ disse o ser, descendo até perto do Ricardo.
_ Luzze?! «Fonix»…e onde fica isso?
_ Pois fica no Além… toma atenção…que não tenho muito tempo para estar contigo. Trago uma mensagem para ti. Quando me deslocava na nossa nave, consegui perceber o teu sofrimento. Sofres por causa de uma rapariga que amas e sofres por um amigo que perdeste. Vamos fazer uma troca. Eu alivio-te do teu sofrimento e tu por sua vez ajudas-me a conseguir umas plantas para levar para o meu planeta Luzze. Pode ser?
_ Escuta… seja lá tu quem fores.  Como podes saber essas coisas todas sobre mim? Se não és Jesus, mas  se tens tantos poderes como ele, eu posso-te ajudar. Mas eu não estudei biologia. Simplesmente tenho certa curiosidade sobre o poder das plantas e todos os seus benefícios.
_ Jesus não tem nada a ver comigo. Ele também é o nosso senhor. Nós amamos o mesmo Deus que vós. Conhecemos o bem e o mal. A nossa diferença de vós,é que nós somos mais evoluídos. Trabalhamos no meu planeta pela preservação do mesmo e não destruímos o ambiente como vós. Não temos batalhas, não temos armas para nos matarmos uns aos outros, mas sim defesas que utilizamos em outros planetas, que nos queiram atacar. Nós temos um planeta perfeito. Tu não foste escolhido por acaso. Conheces muitas plantas com benefícios para os seres. Nós não temos doenças, mas queremos levar do vosso planeta as plantas que vós destruís que são benéficas para a saúde humana, porque vós um dia, quando este planeta estiver destruído, irão precisar delas para as vossas curas. Nós pretendemos em seu tempo entregar o planeta Luzze aos humanos e é por isso que escolhemos os humanos minuciosamente. Tu foste também escolhido. Ouvi as tuas preces para mudar de vida . Eu pretendo ajudar a realizar essa mudança e um dia, não muito distante, tu serás também um dos pioneiros do planeta Luzze. Estás feliz por isso? Volta aqui amanhã para voltarmos a falar a esta hora. Vou revelar-te aquilo que tu procuras e vou oferecer-te por um tempo, uma boa alternativa para veres a realidade desses que te fizeram sofrer. Passa bem e até amanhã.

O ser do Além…neste caso do tal planeta Luzze, fez reaparecer a sua nave e desaparecer tal como tinha chegado… evaporando-se sem qualquer ruído na sua nave também misteriosa.
Fiquei a pensar no sucedido. Este ano era mesmo o ano das surpresas. Isto parecia tirado de um filme de ficção. O que é que me esperava mais? Olhei para o relógio… «fogo»… quase três da manhã. Hora de já estar na caminha Há muito tempo. Saí do parque do cemitério a pensar. Quem me dera poder desaparecer com a mesma facilidade que o ser extraterrestre.
No dia 30 de Março, sábado e tempo de Páscoa, por volta da meia-noite, passei pelo parque do cemitério para me certificar de aquilo que vivera na noite anterior, não tinha sido um sonho. Ainda era um pouco cedo para o encontro com o extraterrestre misterioso, portanto parei o carro fora do parque, meio escondido numa entrada de um monte, para não dar tanto nas «vistas». Do ponto em que estava estacionado, podia ver perfeitamente o parque do cemitério. Segui a pé na direcção do dito parque. Tinha curiosidade de saber se o ser do planeta Luzze, era assim tão inteligente que me conseguisse descobrir mesmo estando escondido. Atrás de um sobreiro, tinha perfeita visão do interior do cemitério e do parque no exterior. Permaneci aí escondido a observar. Era «fixe» ser observador. Esperei pelo ser de Luzze que não dava sinal de si. Olhei diversas vezes para o céu, para ver se via alguma coisa com luz  se parecia com ovnis, mas só as estrelas brilhavam, com os seus mistérios envolventes.

Do lado do hotel do Espinheiro instalado num antigo convento de frades, existe uma estrada que passa pelo cemitério do Espinheiro. De vez em quando passam uns carros na frente do cemitério, sem que seja preciso entrar no parque de estacionamento. O estranho, é quando entram no parque e neste contexto, também achei estranho, uma viatura entrar aquela hora no estacionamento e parar a mesma, junto do contentor do lixo que eu já bem conhecia, porque lhe mexia todas as noites. Do automóvel, saiu um homem com algo na mão que eu não conseguia distinguir. Dois minutos bastaram, para que o homem se metesse no carro e saísse a toda a velocidade do parque de estacionamento.
Fiquei petrificado ao ver aquilo. Então era mesmo qualquer negócio «escuro» que envolvia o parque do cemitério do Espinheiro. Precisava saber o que o homem tinha deixado ali. Tinha de ir ao local verificar.
_ Não é preciso  ires ao local_ respondeu uma voz atrás de mim, fazendo com que eu desse um salto.
Olhei à minha volta. Aquela voz já a tinha ouvido em algum lado, mas não conseguia ver ninguém.
_ Sou eu o teu novo amigo do planeta Luzze. Não me consegues ver, mas estou aqui ao teu lado. Toma coloca este chip no teu braço que já me vais ver.
Junto dos meus olhos apareceu uma peça envolvida numa espécie de gel, que eu peguei e coloquei na parte interna do meu pulso. Aquela «coisa» aderiu ao meu braço como se fosse uma pele falsa onde se podia ver uma lâmina metálica da cor do ouro com pigmentos pretos.
_ Não tentes tirar o chip que não sai. Para o tirares, basta pensares nisso que ele sai sozinho  Agora já me consegues ver.
Efectivamente olhei para aquele ser, com uma aureola verde circundando o seu corpo, mostrando um ser igual a um homem normal da Terra, mas com uma pele tão suave como se fosse a de um bebé.
_ Descreve-me lá aos leitores como um ser extraterrestre... que seja um exemplo a seguir.
_ É o que estou a fazer. Já estás armado em «Boss» só porque vieste de outro lado? Isto agora já não é como antigamente. Nós aqui evoluímos  muito também. Damos importância ao básico e estúpido e as «modas» passam rápido, por isso tira o «cavalinho da chuva » que aqui já ninguém te vai adorar.
Bom adiante, que esta conversa não interessa para nada. Verifica que também tens uma luz verde à tua volta. Com este chip tens tudo o que podes desejar. Podes na segunda feira despedir-te do lixo, porque vais trabalhar para mereceres ir para o planeta Luzze . O teu trabalho vai consistir em conseguir através do que vocês acham que são poderes especiais, que para nós isso é corriqueiro, praticares o bem ,para os mais desfavorecidos. Eu vim hoje ter contigo para te dar formação, aproveitando a tua infeliz história de sofrimento.
_ Posso fazer-te uma pergunta antes de me ensinares algo?
_ Claro que sim. Faz as perguntas que queiras.
_ Tu és um enviado de Jesus?
_ Bem nós na verdade tivemos também um planeta de origem chamado Jennir.( espero que este nome não exista) Aconteceu o mesmo a nós, justamente que vai acontecer convosco na Terra. O nosso planeta foi mudando com os séculos e chegou a um ponto, que a vida nele ficou extinta. Mas ao contrário de vós, que sois agora nove mil biliões de humanos ,nós deixámos de procriar, mas inventámos uma formula de nunca morrer. Então ficámos uma espécie de guardiões do espaço e ocupamo-nos de descobrir planetas habitáveis para as espécies de seres que vocês chamam de extraterrestres. Prometemos entre todos os que existimos do nosso planeta, cuidar dos mundos e alertar os seres escolhidos, para as mudanças que virão num futuro próximo.
_ Então diz lá o que pode acontecer num futuro próximo ao nosso planeta Terra.
_ Vou-te contar isso tudo mais à frente e tu ides lá estar no futuro também comigo. Com o chip que te dei, tu vais poder deslocar-te ao futuro até cinquenta anos à frente deste ano de 2013 e podes recuar ao passado na data que  tu quiseres. Se os humanos conseguissem a posse desse chip que te dei, haveria guerras entre vós só para consegui-lo. Tem tudo o que vós ambicionais. Com ele não precisas de dinheiro, de egoísmo  de traição. É por isso que temos de escolher bem os humanos que podem usufruir mais tarde, do planeta que construímos para vós. Depois explico-te tudo isto melhor. Agora vamos trabalhar na tua história, para te livrar de vez desse sofrimento, que tens oculto no teu peito. Nós em Luzze só queremos pessoas puras e limpas de sofrimento. Estás então preparado?
_ Sim claro. Vamos a isso. Por acaso tu não tens um nome que eu te possa chamar?
_ Não Ricardo. Nós não usamos nomes como vocês humanos. Temos o nosso chip registado. Cada chip tem o seu som diferente. Quando querem comunicar comigo, emitem esse som que é o do meu chip. Mas tu podes chamar-me o nome que quiseres.
_ Então vou chamar-te Jennir em homenagem ao teu planeta perdido.
_ Perdido não. Ele agora serve para os detritos de Luzze. Usamos os planetas perdidos para lixos tóxicos  Não é como vós, que tiram o lixo de um lado e metem-lo no outro. Desse modo Luzze é um planeta como vós imaginais o céu. O reino de Jesus.
_ Então quer dizer que o céu existe mesmo?
_ Então Ricardo? Por acaso não leste o livro? « O céu existe mesmo» foi publicado. Foi uma criança que esteve com Jesus e viu o céu.  Um crente de Deus, deveria por obrigação ter lido a mensagem do senhor. Nós essa mensagem também a recebemos. Uma criança não mente Ricardo. Só se for obrigada a isso pelos cobardes dos adultos que não sabem valorizar as crianças.
_ «Fonix» por acaso não li, mas vou ler já que estou em falta.
_ O que quer dizer «fonix» ?  Já que não sou obrigado a saber tudo?
_ « Fonix» aqui na terra é um estado deprimente que nós sentimos, quando está a terminar uma coisa de que estamos a gostar. Neste caso aplica-se ao «gajo» que está a escrever esta história e que diz que chegou o fim da 5ª parte.

Autor: Manuel Maia