Permaneci no parque do
Cemitério do Espinheiro, na linda cidade de Évora durante mais algum tempo.
Alguma coisa me dizia que se ali tinha ficado infeliz, ali teria de encontrar a
minha felicidade, mas como isso ia acontecer, eu não consigo explicar.
Reparei na linda noite de luar
que estava naquele final de Março de 2013. Talvez fosse o número do ano que
estava a ditar a minha sorte… 2013, um ano que ficaria marcado para sempre na
minha vida. Por vezes, pensamos que quando nos acontecem coisas boas por norma
é só uma, mas quando nos acontecem coisas na vida que são ruins, porque «raio»
terão que ser seguidas. Parece que uma má notícia tem obrigatoriamente de puxar
outra a seguir.
Naqueles pensamentos permaneci em silêncio absoluto, tentando esquecer as mensagens de Liliana. A paz que o local me transmitia, era
talvez própria de um cemitério. Na verdade, olhei o céu procurando uma resposta
para o meu sofrimento. Era normal eu fazer isto sempre que procurava Jesus.
Pedia ao senhor que me auxiliasse nas minhas dificuldades e ele sempre me tinha
auxiliado. Mas desta vez ,eu desejei com uma força superior, que jesus me desse
algum sinal da sua presença. Olhei para o céu e vi uma luz branca fora do
normal que deslizava no céu . Que seria aquilo? Avião não poderia ser. Mas já tinha
visto no youtube, vídeos sobre extraterrestres e normalmente nunca havia provas
da existência destes seres. Havia sempre alguma coisa a desmentir as aparições.
Desta vez a tal luz deslizou no
céu a uma velocidade constante e de repente desapareceu. Devo estar mesmo mal _
pensei eu. Mas de repente essa luz apareceu mesmo à minha frente, tão intensa
que quase me cegava. Duma espécie de nave saiu um ser iluminado de branco que
se manteve no ar. Com medo saí do carro. Esse ser tinha um aspecto de um homem
com uma vestimenta branca, parecida ao super homem com um manto branco nas
costas e todo iluminado à sua volta. Mas o aspecto era de um ser humano.
A nave que o transportava era
redonda cheia de luzinhas de todas as cores e não produzia qualquer
ruído. Este ser, fez desaparecer como por magia a sua nave, ficando ele
suspenso no ar. Perguntei a medo:
_ Quem és?! És jesus?
_ Ninguém poderá alguma vez
substituir Jesus_ disse ele.
_ Falas bem português. Quem és
afinal?
_ Sou aquilo que tu queres
saber. O português e todas as línguas do planeta Terra são para mim algo familiar. Falo melhor todas as línguas que o
Papa Francisco.
_ Não te importas de descer à
terra? É que já me dói o pescoço de olhar para cima. Fico admirado como neste
planeta existem seres tão inteligentes e que se fazem passar por seres
extraterrestres.
_ Quem te disse a ti que eu sou
do vosso planeta? O meu planeta chama-se Universo, mas estou a construir o
planeta Luzze _ disse o ser, descendo até perto do Ricardo.
_ Luzze?! «Fonix»…e onde fica
isso?
_ Pois fica no Além… toma
atenção…que não tenho muito tempo para estar contigo. Trago uma mensagem para
ti. Quando me deslocava na nossa nave, consegui perceber o teu sofrimento.
Sofres por causa de uma rapariga que amas e sofres por um amigo que perdeste.
Vamos fazer uma troca. Eu alivio-te do teu sofrimento e tu por sua vez
ajudas-me a conseguir umas plantas para levar para o meu planeta Luzze. Pode
ser?
_ Escuta… seja lá tu quem
fores. Como podes saber essas coisas
todas sobre mim? Se não és Jesus, mas se
tens tantos poderes como ele, eu posso-te ajudar. Mas eu não estudei biologia.
Simplesmente tenho certa curiosidade sobre o poder das plantas e todos os seus
benefícios.
_ Jesus não tem nada a ver
comigo. Ele também é o nosso senhor. Nós amamos o mesmo Deus que vós.
Conhecemos o bem e o mal. A nossa diferença de vós,é que nós somos mais
evoluídos. Trabalhamos no meu planeta pela preservação do mesmo e não
destruímos o ambiente como vós. Não temos batalhas, não temos armas para nos
matarmos uns aos outros, mas sim defesas que utilizamos em outros planetas, que
nos queiram atacar. Nós temos um planeta perfeito. Tu não foste escolhido por
acaso. Conheces muitas plantas com benefícios para os seres. Nós não temos
doenças, mas queremos levar do vosso planeta as plantas que vós destruís que
são benéficas para a saúde humana, porque vós um dia, quando este planeta
estiver destruído, irão precisar delas para as vossas curas. Nós pretendemos em
seu tempo entregar o planeta Luzze aos humanos e é por isso que escolhemos os
humanos minuciosamente. Tu foste também escolhido. Ouvi as tuas preces para
mudar de vida . Eu pretendo ajudar a realizar essa mudança e um dia, não muito distante, tu
serás também um dos pioneiros do planeta Luzze. Estás feliz por isso? Volta
aqui amanhã para voltarmos a falar a esta hora. Vou revelar-te aquilo que tu
procuras e vou oferecer-te por um tempo, uma boa alternativa para veres a
realidade desses que te fizeram sofrer. Passa bem e até amanhã.
O ser do Além…neste caso do tal
planeta Luzze, fez reaparecer a sua nave e desaparecer tal como tinha chegado…
evaporando-se sem qualquer ruído na sua nave também misteriosa.
Fiquei a pensar no sucedido.
Este ano era mesmo o ano das surpresas. Isto parecia tirado de um filme de
ficção. O que é que me esperava mais? Olhei para o relógio… «fogo»… quase três
da manhã. Hora de já estar na caminha Há muito tempo. Saí do parque do
cemitério a pensar. Quem me dera poder desaparecer com a mesma facilidade que o
ser extraterrestre.
No dia 30 de Março, sábado e
tempo de Páscoa, por volta da meia-noite, passei pelo parque do cemitério para
me certificar de aquilo que vivera na noite anterior, não tinha sido um sonho.
Ainda era um pouco cedo para o encontro com o extraterrestre misterioso,
portanto parei o carro fora do parque, meio escondido numa entrada de um monte,
para não dar tanto nas «vistas». Do ponto em que estava estacionado, podia ver
perfeitamente o parque do cemitério. Segui a pé na direcção do dito parque. Tinha
curiosidade de saber se o ser do planeta Luzze, era assim tão inteligente que
me conseguisse descobrir mesmo estando escondido. Atrás de um sobreiro, tinha
perfeita visão do interior do cemitério e do parque no exterior. Permaneci aí
escondido a observar. Era «fixe» ser observador. Esperei pelo ser de Luzze que
não dava sinal de si. Olhei diversas vezes para o céu, para ver se via alguma
coisa com luz se parecia com ovnis, mas
só as estrelas brilhavam, com os seus mistérios envolventes.
Do lado do hotel do Espinheiro instalado
num antigo convento de frades, existe uma estrada que passa pelo cemitério do
Espinheiro. De vez em quando passam uns carros na frente do cemitério, sem que
seja preciso entrar no parque de estacionamento. O estranho, é quando entram no
parque e neste contexto, também achei estranho, uma viatura entrar aquela hora
no estacionamento e parar a mesma, junto do contentor do lixo que eu já bem
conhecia, porque lhe mexia todas as noites. Do automóvel, saiu um homem com algo
na mão que eu não conseguia distinguir. Dois minutos bastaram, para que o homem
se metesse no carro e saísse a toda a velocidade do parque de estacionamento.
Fiquei petrificado ao ver
aquilo. Então era mesmo qualquer negócio «escuro» que envolvia o parque do
cemitério do Espinheiro. Precisava saber o que o homem tinha deixado ali. Tinha
de ir ao local verificar.
_ Não é preciso ires ao local_ respondeu uma voz atrás de mim, fazendo com que eu desse um salto.
Olhei à minha
volta. Aquela voz já a tinha ouvido em algum lado, mas não conseguia ver ninguém.
_ Sou eu o teu novo amigo do
planeta Luzze. Não me consegues ver, mas estou aqui ao teu lado. Toma coloca
este chip no teu braço que já me vais ver.
Junto dos meus olhos apareceu
uma peça envolvida numa espécie de gel, que eu peguei e coloquei na parte
interna do meu pulso. Aquela «coisa» aderiu ao meu braço como se fosse uma pele
falsa onde se podia ver uma lâmina metálica da cor do ouro com pigmentos
pretos.
_ Não tentes tirar o chip que
não sai. Para o tirares, basta pensares nisso que ele sai sozinho Agora já me
consegues ver.
Efectivamente olhei para aquele
ser, com uma aureola verde circundando o seu corpo, mostrando um ser igual a um
homem normal da Terra, mas com uma pele tão suave como se fosse a de um bebé.
_ Descreve-me lá aos leitores
como um ser extraterrestre... que seja um exemplo a seguir.
_ É o que estou a fazer. Já
estás armado em «Boss» só porque vieste de outro lado? Isto agora já não é como
antigamente. Nós aqui evoluímos muito também. Damos importância ao básico e
estúpido e as «modas» passam rápido, por isso tira o «cavalinho da chuva » que
aqui já ninguém te vai adorar.
Bom adiante, que esta conversa
não interessa para nada. Verifica que também tens uma luz verde à tua volta.
Com este chip tens tudo o que podes desejar. Podes na segunda feira despedir-te
do lixo, porque vais trabalhar para mereceres ir para o planeta Luzze . O teu
trabalho vai consistir em conseguir através do que vocês acham que são poderes
especiais, que para nós isso é corriqueiro, praticares o bem ,para os mais
desfavorecidos. Eu vim hoje ter contigo para te dar formação, aproveitando a
tua infeliz história de sofrimento.
_ Posso fazer-te uma pergunta
antes de me ensinares algo?
_ Claro que sim. Faz as perguntas que queiras.
_ Claro que sim. Faz as perguntas que queiras.
_ Tu és um enviado de Jesus?
_ Bem nós na verdade tivemos também um planeta de origem chamado Jennir.( espero que este nome não exista)
Aconteceu o mesmo a nós, justamente que vai acontecer convosco na Terra. O nosso planeta foi
mudando com os séculos e chegou a um ponto, que a vida nele ficou extinta. Mas
ao contrário de vós, que sois agora nove mil biliões de humanos ,nós deixámos de
procriar, mas inventámos uma formula de nunca morrer. Então ficámos uma espécie de guardiões do espaço e ocupamo-nos de descobrir planetas habitáveis para as espécies de seres que vocês chamam de extraterrestres. Prometemos entre todos os que existimos do nosso planeta, cuidar dos mundos e alertar os seres
escolhidos, para as mudanças que virão num futuro próximo.
_ Então diz lá o que pode
acontecer num futuro próximo ao nosso planeta Terra.
_ Vou-te contar isso tudo mais à frente e tu ides lá estar no futuro também comigo. Com o chip que te dei,
tu vais poder deslocar-te ao futuro até cinquenta anos à frente deste ano de
2013 e podes recuar ao passado na data que tu quiseres. Se os humanos conseguissem a
posse desse chip que te dei, haveria guerras entre vós só para consegui-lo. Tem
tudo o que vós ambicionais. Com ele não precisas de dinheiro, de egoísmo de
traição. É por isso que temos de escolher bem os humanos que podem usufruir
mais tarde, do planeta que construímos para vós. Depois explico-te tudo isto
melhor. Agora vamos trabalhar na tua história, para te livrar de vez desse
sofrimento, que tens oculto no teu peito. Nós em Luzze só queremos pessoas
puras e limpas de sofrimento. Estás então preparado?
_ Sim claro. Vamos a isso. Por
acaso tu não tens um nome que eu te possa chamar?
_ Não Ricardo. Nós não usamos
nomes como vocês humanos. Temos o nosso chip registado. Cada chip tem o seu som
diferente. Quando querem comunicar comigo, emitem esse som que é o do meu chip.
Mas tu podes chamar-me o nome que quiseres.
_ Então vou chamar-te Jennir em
homenagem ao teu planeta perdido.
_ Perdido não. Ele agora serve
para os detritos de Luzze. Usamos os planetas perdidos para lixos tóxicos Não
é como vós, que tiram o lixo de um lado e metem-lo no outro. Desse modo Luzze é
um planeta como vós imaginais o céu. O reino de Jesus.
_ Então quer dizer que o céu existe mesmo?
_ Então Ricardo? Por acaso não
leste o livro? « O céu existe mesmo» foi publicado. Foi uma criança que esteve
com Jesus e viu o céu. Um crente de Deus, deveria por obrigação ter lido a
mensagem do senhor. Nós essa mensagem também a recebemos. Uma criança não mente
Ricardo. Só se for obrigada a isso pelos cobardes dos adultos que não sabem
valorizar as crianças.
_ «Fonix» por acaso não li, mas
vou ler já que estou em falta.
_ O que quer dizer «fonix» ? Já que não sou obrigado a saber tudo?
_ « Fonix» aqui na terra é um
estado deprimente que nós sentimos, quando está a terminar uma coisa de que
estamos a gostar. Neste caso aplica-se ao «gajo» que está a escrever esta
história e que diz que chegou o fim da 5ª parte.
Autor: Manuel Maia


